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Dermatite atópica na infância

A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória alérgica, crônica e não-contagiosa da pele. Geralmente afeta cerca de 10 a 15% das crianças e 1 a 3% dos adultos, sendo que esta prevalência vem aumentando nas ultimas décadas. Das crianças que têm DA, 65% apresentam sinais no primeiro ano de vida e 90% mostram sinais dentro dos primeiros sete anos. Metade de todas as crianças afetadas melhora na adolescência.

A causa da DA é multifatorial: fatores ambientais, geneticos, psicológicos, alterações da barreira lipídica da pele, do sistema imunológico, bem como infecções cutâneas, contribuem para o seu desencadeamento. As crianças com uma história familiar de alergia, asma e DA são as mais propensas a ter a condição. Assim como, as que vivem nas cidades de clima seco e de maior indice de industrialização.

O quadro clínico e suas manifestações podem ser dividos em tres fases caracteristicas:

Em todas as fases da doença, há manifestações variáveis, como prurido, pele seca e áspera, irritabilidade e piora da qualidade do sono.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, baseado no histórico familiar e pessoal de alergias ou asma, além do exame físico da pele, que deve sempre apresentar, prurido, xerose e outras manifestações características da doença como da sua distribuição topográfica de lesões.

Seu curso é crônico, com períodos de melhora e piora. O inicio precoce dos sintomas está relacionado a um qradro clinico mais grave.

Tratamento

O tratamento deve ser precoce e priorizar a educação de pais e paciente sobre a doença, e iniciado o quanto antes para que a dermatite atópica possa ser bem controlada. Este se baseia principalmente em controlar a coceira e inflamação da pele, manter hidratação cutânea adequada e afastar os fatores irritantes e desencadeantes da doença, como excesso de sabões, produtos químicos, aero-alergenos e mudanças bruscas de temperatura.


Nos casos que há alergia alimentar, uma vez que ela é identificada, o alimento deverá ser removido da dieta da criança, sempre de forma conjunta a avaliação e acompanhamento do pediatra.

A maioria dos casos de dermatite atópica é bem controlada com medicação tópica, como os corticoides, antiinflamatórios cutâneas, e emolientes; e orientação sobre os cuidados com a pele da criança.

Em casos graves, em que as medidas preventivas e de tratamento tópico não funcionam adequadamente, pode-se optar pela utilização de imunomodulares sistêmicos, sempre com acompanhamento médico e multidisciplinar.

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